Em 2013, brasileiros sonegaram R$ 415 bilhões em impostos

Por Bob Fernandes - Terra Maganize: Os brasileiros sonegaram R$ 415 bilhões em impostos no ano passado. Todos os tributos devidos e não pagos pelos brasileiros, e inscritos na Dívida Ativa da União, já passam o R$ 1 trilhão e 300 milhões. 
Cobertos de razão, cobramos governos municipais, estaduais e o federal. Talvez valha a pena refletir também sobre responsabilidades coletivas e individuais. 
O estudo sobre sonegação é do Sinprofaz – Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional. 
Sonegação de R$ 415 bilhões é igual a 10% do PIB do país. É maior, com muita sobra, do que a soma dos orçamentos da Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia…
Existem, claro, motivos vários para tanta sonegação. Desde a falta de mão de obra para fiscalizar até o injusto sistema de tributação. Sistema regressivo, que penaliza os mais pobres e favorece os mais ricos. 
A carga de impostos em relação ao PIB é de 36%. Mas, como o grosso disso é de tributos sobre produtos e serviços, paga mais quem tem menos. 
No Brasil, quem ganha até 2 salários mínimos paga, no geral, tributos de 49% . Quem ganha até 20 salários, paga 26%. E assim por diante. Menos ganha, mais paga. 
Com os tributos, uma água mineral em aeroporto, por exemplo, custa R$ 4. O peso é diferente para quem ganha 2 e para quem ganha 20 salários mínimos. 
O "impostômetro" conhecido não explicita quem paga o quê. Quem sabe não é o caso de um "impostômetro" esmiuçando o que os mais pobres pagam em produtos e serviços? 
Já a grande sonegação se dá na Pessoa Jurídica dos mais ricos. Sonegação encoberta por mecanismos sofisticados.
O apelido dado a isso costuma ser "planejamento tributário", como diz Heráclio Camargo, presidente do Sinprofaz. 
Sonegação no ISS, Cofins, PIS, mas especialmente nos tributos sobre Pessoa Jurídica. Sonegação que tem saída legal, abrigo e sede nos paraísos fiscais. 
A carga tributária do Brasil é semelhante à da Alemanha. O problema está na contrapartida, diferente e muito melhor na Alemanha. E está no injusto imposto regressivo. 
Mexer nesse sistema significaria enfrentar os que podem muito e pagam pouco, ou quase nada diante do que poderiam e deveriam pagar. 
Com R$ 415 bilhões sonegados em um ano, e R$ 1 trilhão e 300 milhões devidos e não pagos, há muito para ser feito. E muito para debate e reflexão. 
A saída mais fácil é discutir a tributação pelo volume, 36% do PIB, e não pelo que tem de injusta. Ou fazer de conta que problema são os R$ 24 bilhões do Bolsa-Família. 
Esses R$ 24 bilhões socorrem 14 milhões de famílias; são, em média, R$ 152 por pessoa. Para cidadãos sem acesso a planejamentos que permitem a sonegação de R$ 415 bilhões em um ano.

Comentários

Salomão disse…
O BRASIL TEM QUE ENTREGAR TUDO PRA INICIATIVA PRIVADA :

ESTRADAS, PORTOS, AEROPORTOS, FERROVIAS,...

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

http://pt.tradingeconomics.com/united-states/gdp-growth-annual


Salomão disse…
O BRASIL TEM QUE FAZER CONCESSÕES, PRIVATIZAÇÕES DE :

ESTRADAS, PORTOS, AEROPORTOS, FERROVIAS,...

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

http://pt.tradingeconomics.com/united-states/gdp-growth


Salomão disse…
Franz vê inchaço e sugere que Silval "enxugue" a máquina para ter verba

Prefeito Marino Franz diz ter feito boa gestão porque bancou sua campanha e não devia favores para ninguém
Fotos: Jonathan Fernandes

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PPS), considerado o melhor gestor de Mato Grosso e um dos mais eficientes do país, avaliou, nesta quinta (12), que a máquina estadual está inchada e que o governador Silval Barbosa (PMDB) precisa enxugá-la para que o Estado consiga ter recursos para investir. "O Estado tem que reduzir para ter poder de fogo, ou seja, capacidade de investimento", analisou o gestor, em entrevista ao vivo no RDTV, TV Web do portal RDNews.

Franz avalia que a grande dificuldade da gestão Silval é a falta de caixa, e sugere que os repasses feitos aos municípios sejam revistos, assim como ele fez com o duodécimo da Câmara de Lucas do Rio Verde. Ele conseguiu negociar com os vereadores e reduzir de 8% para 2%, sendo que a diferença foi investida em pontos cruciais como educação, saúde e infraestrutura.

Lucas do Rio Verde tem a melhor gestão fiscal do Estado, o 4º PIB de Mato Grosso com R$ 1,3 bilhão, e é a 8ª cidade brasileira que mais se desenvolve. Também possui um dos melhores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, por isso é o único município mato-grossense que aparece no ranking nacional fora do eixo Rio de Janeiro/São Paulo.

A educação daquele município também é destaque, teve bom desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Quando à saúde ele mesmo avalia: "No que diz respeito ao dever da prefeitura, que é o atendimento básico, fizemos bem feito. O problema é o sistema de regulação do SUS e os hospitais estaduais que estão todos sucateados", reclama.

Para o prefeito de segundo mandato, o segredo de tanto sucesso é o planejamento e a seriedade na gestão pública. Ele conta que bancou suas duas eleições com o seu próprio dinheiro e que, por isso, não deve favores a nenhum partido político.

Graças a essa liberdade conquistada, ele pôde imprimir um modelo de gestão empresarial, sem politicagem. Com isso, acredita que conseguiu quebrar paradigmas. "Faço uma gestão focada em objetivos e metas, que são revistas diariamente. Trabalha comigo quem é competente, quem não for não trabalha", enfatiza Franz. Esse perfil menos político e mais técnico não é muito comum nas administrações, justamente porque os gestores se vêem obrigados a acomodar os indicados pelos partidos da base aliada.

http://rdnews.jusbrasil.com.br/politica/8608529/franz-ve-inchaco-e-sugere-que-silval-enxugue-a-maquina-para-ter-verba