
O parlamentar lembrou que em 1909 o presidente Nilo Peçanha criou as primeiras 19 escolas técnicas brasileiras. “Eram as chamadas escolas de aprendizes artífices. Quando o Brasil encontrava-se no que se poderia chamar de ante-sala da industrialização. Há pouco mais de um século, portanto, iniciava-se o ensino técnico ou a educação profissional no País”.
Segundo o deputado, o próprio Eliezer Pacheco diz em seu texto que as instituições federais de educação profissional e tecnológica haviam sido literalmente desmanteladas pelo governo do professor Fernando Henrique Cardoso. “O professor dedica-se a matar a educação profissional no País. FHC quase inviabilizou a educação profissional e tecnológica no País. Triste, mas verdadeiro”.
Emiliano disse ainda que o governo FHC chegou a editar uma lei, a de número 9.649/98, destinada a barrar a criação de novas escolas técnicas federais. “O governo do operário Lula é que alterou essa legislação criminosa para ter condições de lançar o plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Isso significa abrir as portas do mundo para a juventude brasileira, para milhares e milhares de jovens brasileiros”.
A rede é composta por 38 institutos, com 354 campi espalhados por todo o Brasil com atuação no ensino médio integrado ao técnico, em licenciaturas e cursos superiores de tecnologia ou bacharelados tecnológicos, podendo ainda oferecer especializações, mestrados e doutorados profissionais. “O governo Lula olha com carinho para sua juventude, com esperança, tem os olhos no presente e no futuro. Com essa prioridade para o ensino profissional e tecnológico, e dando qualidade e consistência a essa rede, prepara a nossa juventude para enfrentar os desafios de uma sociedade em mudança permanente e que neste momento enfrenta um intenso processo de desenvolvimento sob a direção do presidente Lula”, ressaltou. Leia na íntegra acessando o site do Dep. Emiliano.
Comentários
(publicado na revista Caros Amigos)
O sistema democrático brasileiro jamais será plenamente consolidado enquanto o Legislativo continuar atolado na imoralidade e no descrédito público. A crise é tamanha que exige uma completa modificação de paradigmas.
Evitemos tentar resumir esboços viáveis para um projeto dessa complexidade, que exige debates extensos e embasamento técnico. Parece indiscutível, porém, que uma reforma política eficaz envolve amplo espectro temático, atingindo desde a atividade parlamentar às regras eleitorais, passando pela própria administração das Casas. Tendo em vista a magnitude das transformações necessárias, os congressistas possuem motivos de sobra para evitar empreendê-las.
Portanto, a reforma só poderia nascer por iniciativa da sociedade, através de mecanismo criado exclusivamente para desenvolver um plano de atuação pré-estabelecido. Esse instrumento chama-se Assembléia Constituinte. Em qualquer dos muitos formatos possíveis, sua principal característica será a legitimidade das decisões, consagradas no processo de escolha dos representantes.
Para facilitar as deliberações e o acompanhamento público, o colegiado deverá ser pouco numeroso, com pauta restrita e plataformas inequívocas. É crucial salientar o foco especificamente político, pois circulam no Congresso propostas de plebiscito para referendar a convocação de Constituintes com poderes múltiplos demais, o que pode acarretar dispersão e desvios de finalidade.
Encaminhada com responsabilidade, a idéia conquistará pleno embasamento constitucional e sólido apoio da população, cujo anseio por mudanças é incontestável. Mas, além desses requisitos básicos, a democracia participativa depende também de contextos históricos propícios – e a oportunidade, se realmente existe agora, talvez demore muitos anos para renascer com a mesma força.
Depois a alterar para melhor e de maneira inquestionável o rumo do Brasil Lula pode ter orgulho de sua obra, não apenas por chegar onde chegou, mas por ter mostrado competência, sensibilidade e muita habilidade administrativa. Um verdadeiro estadista para marcar a história brasileira.
Quanto a oposição restam as mentiras, distorções, boicotes e tentar a todo custo esconder coisas como o fato relatado pelo Dep Emiliano. Agindo assim, que futuro podem nos oferecer?