
Chávez disse que o recém empossado presidente americano, Barack Omaba, teve um gesto positivo, ao determinar o fechamento das prisões americanas de Guantánamo, em Cuba, mas que isso só não é suficiente: Obama tem que devolver a Cuba o território usurpado pelos Estados Unidos. Chávez citou a decisão do Equador de não permitir mais a base americana em seu território, como demonstração de que os latino-americanos estão dispostos a resistir por mais “dez ou cem anos” à dominação dos EUA. Nenhuma vez Cháves pronunciou o nome do presidente anterior, George W. Bush. Referiu-se a ele apenas como “aquele cavelerito que sai pelas portas do fundo para a história”. “O que eu espero dele (Obama) é que respeite o povo venezuelano”, disse Chávez. “Estamos em compasso de espera, mas não tenho muita ilusão porque o império está intacto. Acabar com a prisão em Guantánamo foi um sinal, mas ele tem que devolver o território para Cuba”, insiste, acrescentando que gostaria de ver Bush nas barras de um tribunal para ser julgado como genocida. O venezuelano aproveitou o slogan do FSM, “um outro mundo é possível” e disse “um outro mundo é necessário” e “umoutro mundo está nascendo na América do Sul e é como um bebê que temos que cuidar”. Para Chávez, que está em Belém pela segunda vez, o socialismo é a única alternativa para a humanidade. O encontro fez parte da programação oficial do FSM. Deveria ter começado às 13h, mas sofreu muitos percalços no campo da organização e só pôde ser iniciado com mais de uma hora e meia de atraso. O último presidente a chegar e a falar foi Chávez. Ele, porém, demonstrou que é o que goza de mais prestígio entre os participantes do FSM. Uma vez na mesa, os presidentes assistiram uma apresentação teatral, encenada por movimentos sociais, e a um show de rap.
Foi a primeira vez que quatro presidentes se reuniram em separado com os movimentos sociais em todos os fóruns. Antes, os presidentes cantaram canções famosas em todos os países latino-americanos. As que mais empolgaram o público foram “Iolanda”, de Pablo Milanez, que ficou conhecida no Brasil com a versão feita por Chico Buarque, e “Hasta siempre Comandante”, do cubano Carlos Puebla, em homenagem a “Che” Guevara, cuja filha Aleida, estava entre os presentes. Rafael Corrêa, presidente do Equador, foi o primeiro a discursar. Garantiu que estão em curso na América Latina profundas mudanças nas relações entre os governos e a sociedade. Para ele, países como o Brasil, depois do governo Collor de Mello, e o Peru, depois de Fujimore, passam a contar com governos progressistas, que buscam um sistema mais justo. “Esse processo, naturalmente, começou com o companheiro Hugo Chávez, em 1998, talvez seguindo exemplos de décadas atrás, dados por Fidel e Raul Castro”, Ele defendeu a criação de uma moeda e um banco regionais para a América do Sul. “Não acreditamos em dogma, nem em fundamentalismo. Para cada doença, uma cura. Estamos vivendo um momento mágico, surgindo novos líderes e novos governos”, afirmou. (Diário do Pará) Correio do Pará.
ACESSE O BLOG OFICIAL DOS AMIGOS E AMIGAS DA DILMA ROUSSEF
Comentários