O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tornou-se o maior cabo eleitoral brasileiro de Hillary Clinton, a candidata a candidata à Presidência pelo Partido Democrata, que imaginava dar um passeio na maratona da indicação. Cardoso reapareceu na telinha no Canal Livre da TV Bandeirantes demonstrando ser um apologista da “democracia" estadunidense. Não poupou Hugo Chávez, a quem considera um político com “grande capacidade de retórica”. O ex-presidente brasileiro, sabujo dos Clinton, argumentou que “não está acontecendo nada” para o presidente Chávez atacar os Estados Unidos. Ou seja, FHC entende que os Estados Unidos são “vítimas” e não provocadores de uma situação de confronto com a República Bolivariana da Venezuela. A tentativa de golpe, em abril de 2002, com o apoio da Casa Branca, não conta.

Como os entrevistadores adotaram o gênero convescote, tudo que ele falava virava verdade absoluta, sem contestação. FHC admitiu que o Brasil, o México e o Chile foram os primeiros países que adotaram políticas compensatórias propostas pelo Banco Mundial. Não cobraram de FHC o fato dele ter adotado propostas de organismos financeiros que tinham o nítido objetivo de enfraquecer o Estado brasileiro, tendo sido por isso glorificado pelos meios de comunicação. Em suma, FHC continua impune e ocupando espaços midiáticos, vendendo o seu peixe de favorecimento de interesses econômicos poderosos, os mesmos que fizeram e aconteceram em seus oito anos de gestão. FHC jamais falaria, nem é cobrado nesse sentido, que na América Latina hoje dois governos se aproximam muito em termos de política econômica com os anos Cardoso: o da Colômbia, gestão Álvaro Uribe, e o do México, com Felipe Calderón. Estes dois presidentes estão levando até as últimas conseqüências o modelo neoliberal e ainda com um agravante: a repressão pura e simples aos que tentam se contrapor a esta política.

Tanto na Colômbia como no México, dirigentes sindicais sofrem duras represálias, inclusive assassinatos, por defenderam interesses de classe. Os grandes meios de comunicação do continente silenciam sobre a violência sistemática nos dois países. Calderón e Uribe, hoje alinhados integralmente com o esquema Walker Bush, são poupados pela mídia, porque defendem o mesmo tipo de interesse que os dos big-shots agrupados em torno da Sociedade Interamericana de Imprensa, a SIP. Neste ponto, Calderón e Uribe, se assemelham a FHC com a única diferença que o alinhamento deste último aos Estados Unidos ocorreu na era Clinton, enquanto o do colombiano e do mexicano acontece em tempo de George Walker Bush. Mas o que se pode esperar de uma mídia conservadora que aqui no Brasil aplaude a censura que a Justiça Federal está impondo contra a TV Educativa do Paraná? Foi o que fez o jornal O Globo, que num daqueles tijolos editorias atacou o Governador Roberto Requião e aplaudiu a decisão do juiz Lippman Junior, que impôs a censura prévia. O Globo não perdoa Requião pelo fato de o Governador do Paraná denunciar constantemente o comportamento parcial da mídia conservadora, sobretudo porque a TV E do Paraná tornou-se um dos raros espaços eletrônicos que rompe com o pensamento único. Não perdoa também porque o referido canal público dá vez e voz a setores sociais que geralmente são criminalizados de forma grosseira pelas Organizações Globo.

É o caso então de se perguntar: qual a credibilidade de um jornal que aplaude a censura prévia e diz que a medida judicial não foi censura, mas “uso indevido (por Requião) de uma televisão”? Escrito por Mário Augusto Jakobskind - Direto da Redação.

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Comentários

Anônimo disse…
Vocês têm uma paixão fulminante pelo FHC!!!
Anônimo disse…
Esse aí da foto é você Daniel?
Anônimo, a pessoa da foto não a mesma do editor do blog DESABAFO.

Quem tem PAIXÃO pelo Imperador FHC é a Rede Brasileira de Televisão Golpista.

Um abraço,
DANIEL.
Anônimo disse…
E viva a Globo que mata a cobra e mostra o pau!!!