
Como os entrevistadores adotaram o gênero convescote, tudo que ele falava virava verdade absoluta, sem contestação. FHC admitiu que o Brasil, o México e o Chile foram os primeiros países que adotaram políticas compensatórias propostas pelo Banco Mundial. Não cobraram de FHC o fato dele ter adotado propostas de organismos financeiros que tinham o nítido objetivo de enfraquecer o Estado brasileiro, tendo sido por isso glorificado pelos meios de comunicação. Em suma, FHC continua impune e ocupando espaços midiáticos, vendendo o seu peixe de favorecimento de interesses econômicos poderosos, os mesmos que fizeram e aconteceram em seus oito anos de gestão. FHC jamais falaria, nem é cobrado nesse sentido, que na América Latina hoje dois governos se aproximam muito em termos de política econômica com os anos Cardoso: o da Colômbia, gestão Álvaro Uribe, e o do México, com Felipe Calderón. Estes dois presidentes estão levando até as últimas conseqüências o modelo neoliberal e ainda com um agravante: a repressão pura e simples aos que tentam se contrapor a esta política.
Tanto na Colômbia como no México, dirigentes sindicais sofrem duras represálias, inclusive assassinatos, por defenderam interesses de classe. Os grandes meios de comunicação do continente silenciam sobre a violência sistemática nos dois países. Calderón e Uribe, hoje alinhados integralmente com o esquema Walker Bush, são poupados pela mídia, porque defendem o mesmo tipo de interesse que os dos big-shots agrupados em torno da Sociedade Interamericana de Imprensa, a SIP. Neste ponto, Calderón e Uribe, se assemelham a FHC com a única diferença que o alinhamento deste último aos Estados Unidos ocorreu na era Clinton, enquanto o do colombiano e do mexicano acontece em tempo de George Walker Bush. Mas o que se pode esperar de uma mídia conservadora que aqui no Brasil aplaude a censura que a Justiça Federal está impondo contra a TV Educativa do Paraná? Foi o que fez o jornal O Globo, que num daqueles tijolos editorias atacou o Governador Roberto Requião e aplaudiu a decisão do juiz Lippman Junior, que impôs a censura prévia. O Globo não perdoa Requião pelo fato de o Governador do Paraná denunciar constantemente o comportamento parcial da mídia conservadora, sobretudo porque a TV E do Paraná tornou-se um dos raros espaços eletrônicos que rompe com o pensamento único. Não perdoa também porque o referido canal público dá vez e voz a setores sociais que geralmente são criminalizados de forma grosseira pelas Organizações Globo.
É o caso então de se perguntar: qual a credibilidade de um jornal que aplaude a censura prévia e diz que a medida judicial não foi censura, mas “uso indevido (por Requião) de uma televisão”? Escrito por Mário Augusto Jakobskind - Direto da Redação.
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Comentários
Quem tem PAIXÃO pelo Imperador FHC é a Rede Brasileira de Televisão Golpista.
Um abraço,
DANIEL.