
REINALDO AZEVEDO LÊ VEJA
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discórdia entre países sulamericanos.
Em sua principal reportagem deste domingo (29), O Globo volta a incentivar a discórdia entre países sulamericanos. A manchete foi: "Milícias separatistas na Bolívia ameaçam Brasil". No primeiro texto, o jornal deixa claro que apóia o movimento inconstitucional apenas porque a turma de Santa Cruz está aborrecida com a arrecadação e a destinação dos impostos. E o incrível é que faz isso usando apenas fontes anônimas, à exceção do professor da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, que afirmou, entre outras coisas: "Santa Cruz também tem uma alegação justa, que é a de que a região, com forte colonização européia, nunca participou da exploração indígena no resto do país". Quem foi, então?
De resto, a reportagem é extremamente tendenciosa. Só um lado tem voz. Se O Globo fosse coerente, deveria apoiar um movimento similar no Brasil, onde os impostos, como se sabe, não vêm sendo utilizados como deveriam. Mas a questão ali é outra. Trata-se da perda de privilégios das classes endinheiradas a partir da eleição de Evo Morales Ayma. Agora, as riquezas do país estão sendo distribuídas. E ainda meterem Hugo Chávez no meio, acusando-o de ameaçar a "estabilidade" da região. Tudo baseado na opinião de fontes anônimas. Curiosidade: nesse caso, o jornal não utiliza os termos "rebeldes" ou "terroristas", invariavelmente incluídos em reportagens sobre chechenos e bascos, por exemplo. (Fonte: Fazendomédia).
Leituras indicadas:
> "É preciso incentivar a mídia alternativa", entrevista com Ciro Gomes.
> Abaixo-assinado frustrado da TV Globo.
> TV Globo, o delegado e outros assuntos capitais.
Escrito por Mário Augusto Jakobskind
O noticiário internacional dos jornalões é editado de forma que depõe contra o próprio jornalismo, seja através da manipulação da informação ou mesmo pelo silêncio comprometedor. Nos últimos tempos, o país mais atingido tem sido, sem dúvida, a Venezuela, seguido recentemente da Bolívia e ainda mais recentemente do Equador.
O Globo, por exemplo, está intensificando os protestos em função da não renovação do canal de televisão Rádio Caracas Televisão (RCT) pelo governo. As agências internacionais "informam" que a maioria dos venezuelanos é contra a não renovação. Falam até em supostas pesquisas de opinião contrárias à não renovação do canal, mas não analisam de que forma foram feitas. A grita dos proprietários midiáticos, com a ajuda do Departamento de Estado norte-americano, vai se intensificar na medida em que o dia 27 de maio se aproxima. Mas, em termos de Brasil, não sai uma linha informando que este ano terminam as concessões de vários canais de TV vinculados à Globo. Claro, só a menção de que os canais são concessões do Estado e a renovação não é automática causa calafrios aos big-shots, que dirá analisar a matéria? O Globo e demais publicações das Organizações do mesmo nome se esmeram em editoriais e matérias sobre o "ditador" venezuelano.
Só falta dizer que a guerra está próxima - Sobre a Bolívia, de forma visivelmente tendenciosa, o referido jornal dedicou no último domingo pelo menos duas páginas para dizer que o Exército brasileiro está preocupado com a possibilidade de intervenção das "forças de Chávez" em um eventual conflito de secessão em áreas fronteiriças ao país. Em vez de aprofundar a questão, ou seja, mostrar que os defensores da divisão da Bolívia estão sendo estimulados pela direita internacional, sobretudo pelos Estados Unidos, O Globo aponta para o "perigo Chávez", mas sempre na base do "ouvi dizer" ou com afirmações de lideranças locais de uma tal Nação Camba, segundo o próprio jornal, que preparam 12 mil homens para enfrentar o poder central treinados por grupos paramilitares colombianos e adquirindo armamentos em Israel. Na verdade, toda a mídia conservadora tenta de todas as formas desviar da questão principal do que acontece na Bolívia: a luta de classes. De um lado, a maioria de descendência indígena; de outro, uma minoria de descendentes de europeus que exploram o povo há séculos. E é esta a principal causa da mobilização da minoria de bolivianos contra o governo de Evo Morales.
Dentro do mesmo diapasão, o conservadorismo midiático procura convencer a opinião pública de que a Bolívia é a maior inimiga do Brasil. Em um só momento é colocado em questão o fato de que os acordos na área energética assinados entre anteriores governos dos dois países obedeciam a realidade que desfavorecia o povo boliviano, pois quem estava no poder eram dirigentes representativos das elites que empobreceram o país. Mas só que falar sobre isso não interessa a quem sempre usou o poder para defender os interesses de uma minoria. Eram, vale lembrar, os tempos de Hugo Banzer ou Gonzalo Sanchez de Lozada, o ex-presidente que hoje vive nos Estados Unidos e se voltar à Bolívia terá de responder por 67 assassinatos e centenas de feridos pelo Exército enquanto dirigia a nação. Truculência policial nos EUA contra imigrantes e negros - Já que o tema é manipulação ou silêncio da mídia conservadora, vale informar um fato que dá bem o panorama da realidade atual no país de George W. Bush. Uma família da Califórnia apresentou uma demanda civil contra funcionários estadunidenses por terem detido uma criança de 7 anos durante mais de dez horas. A história é a seguinte: Kebin Reyes estava dormindo quando funcionários da imigração invadiram sua casa. Era uma operação truculenta contra imigrantes. O menino e o pai foram levados a um centro de detenção em São Francisco. Os dois ficaram num quarto e receberam um pão com maionese e água. De nada adiantou o fato de o pai ter mostrado o passaporte estadunidense do filho. Prevaleceu a truculência, tipo de ação muito comum nos EUA de uns tempos para cá. Kebin guarda seqüelas psicológicas até hoje, menos de dois meses depois da detenção ilegal e arbitrária.
Querem mais exemplos de truculência do esquema Bush contra imigrantes e negros? Em Atlanta, dois policiais se declararam culpados por terem matado a tiros uma senhora afro-estadunidense, de 92 anos. A vítima, Kathryn Johnston, segundo se alegou, teria disparado contra os policiais, tão logo estes entraram à força em sua casa. Um dos policiais admitiu que com base na mentira foi obtida a ordem de fazer a operação que resultou na morte da anciã. Os policiais devem ser condenados e o caso está sendo encarado apenas como um fato isolado e exorbitância de poder dos referidos tiras. Pergunta-se: se Kathryn Johnston, em vez de negra, fosse branca anglo-saxã, teria sido vítima de tamanha violência?
Outra informação que a mídia conservadora nacional ocultou é a de que a parlamentar afro-estadundense Cynthia McKinney, do Partido Democrata, e o ex-procurador geral Ramsey Clark apoiaram a extradição do terrorista Luis Posada Carriles, solicitada pela Venezuela várias vezes. Tanto ela como Clark assinaram manifesto em que personalidades das áreas de cultura e política exigem que as autoridades estadunidenses julguem Carriles por seus verdadeiros crimes. Ou seja, que ele responda por ações terroristas e não apenas por entrada ilegal nos Estados Unidos. Ou, então, que atendam os sucessivos pedidos de extradição feitos pela Venezuela, onde o na época agente da CIA foi condenado por ser o mentor da ação de derrubada de um avião civil que provocou 73 mortes. Na verdade, este Carriles terrorista é um arquivo vivo e se abrir o bico poderá comprometer muita gente que ocupa altos postos no governo de Bush filho ou ocupou no de Bush pai. Daí o não reconhecimento pelos EUA de que Carriles é um terrorista. Já se fala que teria havido um acordo que levaria Carriles a fixar residência na República Tcheca, uma aliada incondicional da Casa Branca, país onde a CIA faz e acontece. Ah, sim, a congressista Cynthia McKinney, do Partido Democrata, já tinha anteriormente dirigido uma carta a Bush em que afirmava que "se você alimenta um terrorista, se o apóia, é tão culpado como o terrorista". Ela, por sinal, é odiada por Bush, sabem também por quê? Pelo farto de ter afirmado que o Presidente dos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, tinha conhecimento preciso da possibilidade dos ataques terroristas nas Torres Gêmeas, em Nova York, e no Pentágono, em Washington. (Fonte: Fazendomédia).
Comentários
TRANSFORMARAM-SE EM UMA VERDADEIRA AMEAÇA PARA A DEMOCRACIA.
Jornalismo governista não pode e nunca será "indepentente"...
informando ao amigos.
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